13 de março de 2012

Há um segundo, tudo estava em paz!

Cuide Bem Do Seu Amor
(Herbert Vianna)

A vida sem freio
Me leva, me arrasta, me cega
No momento em que eu queria ver.
O segundo que antecede o beijo
A palavra que destrói o amor
Quando tudo ainda estava inteiro
No instante que desmoronou.

Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo
Há um segundo, tudo estava em paz!

Cuide bem do Seu Amor
Seja quem for.

E cada segundo, cada momento cada instante
É quase eterno, passa devagar.
Se o seu Mundo for o mundo inteiro,
Sua vida, seu amor, seu lar.
Cuide tudo que for verdadeiro,
Deixe tudo que não for passar.

Palvras duras, em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo
Há um segundo, tudo estava em paz!

Cuide bem do Seu Amor
Seja quem for.

8 de fevereiro de 2012

O trabalho de parto do meu site


Nesta semana, as meninas do Mamatraca convocaram uma blogagem coletiva sobre maternidade e internet e propuseram que fizéssemos um relato de parto de nossos Blogs.

Pois muito bem. Eu posso dizer que estou em pleno trabalho de parto! As primeiras contrações começaram há pouco tempo, com a ideia de criar um site sobre maternidade que tivesse um foco na questão da humanização do atendimento ao parto (que é mais do que, simplesmente, falar sobre "parto humanizado" - já, já a gente fala sobre isso lá!), com informações e opiniões sobre o tema. Mas não só.

Quando o Cara de Mãe vier ao mundo, vai falar sobre gestação, parto, pós-parto, amamentação, saúde, educação, lazer e todas as demais dúvidas existenciais das mães. Como enxoval, uso de fraldas descartáveis ou de pano, festinhas alternativas, decoração etc. Sempre tentando fugir um pouco do senso comum, trazendo um olhar mais reflexivo sobre esse mundo materno.

Neste momento, as minhas contrações estão mais ritmadas, mas ainda consigo sorrir (quem já pariu sabe de que momento estou falando). Acho que ainda levo mais um mês para o tão incrível momento do nascimento. Quero pegar esse meu novo filho nos braços, aconchegá-lo, sentir seu cheiro, seu calor.

Vamos nos conhecer e descobrir nossos desafios - como acontece sempre.

Uma coisa é certa, ele está chegando na sua hora, sem pressa, como deve ser, naturalmente...

Se vier dor, como de costume, certamente há de vir também muito prazer!!!


Bjbj

3 de fevereiro de 2012

EU QUERO SER FELIZ AGORA!

Hoje foi um dia muito especial e gostoso. A participação no Programa Mulheres foi muito massa e a melhor parte, sem dúvida, foi conhecer e bater papo com as queridas meninas do Mamatraca e do Uma Mãe das Arábias.

Imagine um monte de mulheres/ mães/ blogueiras (lê-se falantes...rsrs) juntas. Muito bem, então você já deve supor que a gente falou pelo cotovelos, trocou mil ideias, deu risada e se divertiu muito.

A Katia Fonseca (apresentadora) é uma fofa e o papo sobre mães blogueiras fluiu super bem e até conseguimos disfarçar o nervosismo. Hehehe...

Falamos sobre a "blogosfera materna" e as nossas experiências. Falamos também sobre como a internet tornou-se um espaço delicioso para compartilharmos vivências, dúvidas, angústias e combatermos aquela pontinha de solidão - tão presente no pós-parto, não é, não? Enfim, foi muito gostoso!

Eu falei um pouquinho do meu novo projeto: o site Cara de Mãe (que já está no ar - com o contato para sugestões (contato@carademae.com.br) e com lançamento oficial marcado para março).

Quem quiser acompanhar as novidades sobre o lançamento pode curtir a nossa página no Facebook e seguir a vontade lá no Twitter (@carademae)!!!

Ah! As meninas ficaram de me mandar as fotos dos bastidores para eu postar aqui e em breve coloco também o videozinho, fechado?

Minha alma traduzida
Aí, como o universo conspira em nosso favor mesmo, quando eu estava voltando para casa, ouvi essa música linda do Oswaldo (que é trilha sonora da minha vida, fato!), na pegada: "tudo-a-ver-com-o-meu-momento". Aí queria dividir com vocês. Olha que massa!



Nunca se permita desacreditar e não deixe que façam isso com você!!


Bjbj

@danielemoraes


2 de fevereiro de 2012

Nesta sexta no Programa Mulheres

Nesta sexta (03/02), a partir das 14h, vou participar de um bate papo no Programa Mulheres (Canal: 11/ NET: 21/ Sky: 225) sobre mães blogueiras - com convidadas muito bacanas!!!

A pauta é sobre as mães que têm blogs, participam de listas, trocam informações, experiências e opiniões sobre maternidade, saúde, filhos, educação etc. e até fazem dessas iniciativas seus negócios.

Devem participar do Programa:

- Daniele Moraes (Eu... rsrs): para falar da coluna no Blog Papo de Berçário e do meu novo projeto, que será lançado em março, e vai se chamar "Cara de Mãe" (aguardem!!!).

- Anne Rammi e Caroline Passuelo: blogueiras super experientes, que tocam um projeto bacanérrimo chamado "Mamatraca" (vejam, é demais!)

- Barbara Saleh: autora do Uma Mãe das Arábias - um blog muito legal, que compartilha experiências dessa mãe e de muitos colaboradores geniais (visitem!).


Quem puder assistir, depois passa aqui para comentar o que achou, combinado?

Bjbj

Dani
@danielemoraes

1 de fevereiro de 2012

Notícia triste – algumas considerações

Foi noticiada hoje no Portal G1 (leia aqui) a morte de uma mãe após um parto domiciliar na Austrália. Mortes maternas são sempre chocantes e tristes, em qualquer circunstância. E é aí que devemos colocar alguns pingos nos “is” e refletir.

A primeira coisa que me vem à mente diante do fato é: pessoas morrem. Mães, pais, avós, tios, médicos a até filhos morrem (o que definitivamente não deveria ser permitido!!). No entanto, as condições em que essas mortes acontecem parecem que determinam o seu caráter trágico. E as pessoas morrem em casa, no hospital, na rua, na igreja. Sendo que por vezes nada pode ser feito. Portanto, seria interessante saber exatamente o que causou a morte dessa moça, antes da tentadora e contestável conclusão de que “se ela estivesse em um hospital, isso não teria acontecido”.
Quando uma morte materna acontece fora de um ambiente “seguro como um hospital”, isso vira, inevitavelmente, manchete de jornal. Agora, te pergunto: quantas e quantas mães morrem em hospitais pelo mundo após o parto – normal, natural, cesáreo? Mas isso só vira notícia quando encontra eco em sociedades cesaristas como a nossa – onde partos normais já são raríssimos (para quê arriscar?), que dirá partos domiciliares?

E aqui vale dizer que parto domiciliar não é parto desassistido e que enfermeiras obstétricas (parteiras nos dias de hoje) são plenamente capacitadas para esse atendimento, estando devidamente autorizadas pelos conselhos de enfermagem. Portanto, não há nada de transgressor nisso. Especialmente, por que esse tipo de parto é indicado apenas para gestantes de baixo risco – o que não quer dizer nenhum risco, ok? Viver é um risco, certo?
A exploração da notícia e o reforço do imaginário popular de que parto normal representa um perigo à mulher é que é a grande tragédia por trás da notícia. Afinal, fatalidades podem acontecer em qualquer ambiente, em hospitais, inclusive, em partos naturais, normais ou em cirurgias eletivas.

O parto possível

Quando comecei a me interessar pelo assunto “parto” eu tinha convicção de que essa era uma escolha da mulher. A ela deveria ser dada autonomia e informação necessárias para que decidisse. Ainda acho isso. Entretanto, o que eu não suspeitava era que o poder de escolha das mulheres na atualidade fosse praticamente nulo. Uma vez que a maioria é levada a crer que está no comando da situação, quando na verdade já tem destino certo: a cesariana.
Nunca é demais ressaltar que o parto cesáreo foi uma importante conquista da humanidade, impedimento de muitas perdas de mães e bebês. Estamos tratando aqui, no entanto, da banalização deste procedimento (invasivo e arriscado), por sua realização desnecessária – baseada em indicações equivocadas ou conveniência. Estamos discutindo o fato de aproximadamente 90% dos nascimentos em hospitais particulares da capital paulista, por exemplo, serem realizados por parto cirúrgico. Isto não é razoável nem compreensível, não é mesmo?

Acima de tudo, o que me levou a conhecer o movimento de humanização de atendimento ao parto foi a minha indignação diante das dezenas e dezenas de relatos de parto que li na internet em que as mulheres contavam as justificativas dadas por médicos “respeitabilíssimos” para a indicação da cesariana. Vi, lendo e relendo essas histórias repetidamente, que as mulheres são constantemente enganadas, trapaceadas e cerceadas, de maneira vil, do direito maior sobre seu próprio corpo. São levadas a crer na sua incapacidade de colocar no mundo os filhos que elas geraram. E isso é muito triste.

Assim, comecei a pesquisar. Queria saber quando de fato uma cesárea é necessária. Entre tantas histórias, descobri, por exemplo, que circular de cordão (cordão umbilical enrolado no pescoço do bebê) não impede o parto normal; que diabetes gestacional também não; que “bebês grandes” menos ainda; e que todas as mulheres “têm dilatação” – o que não se tem é habilidade, paciência e desejo de esperar pelo processo fisiológico e, não patológico, de dar à luz. Assim, muita gente é manipulada e levada a acreditar que escolheram o melhor para si e para seu bebê – o que em muitos e muitos casos não é verdade.

Grande parte dos médicos obstetras brasileiros, por má formação, limitação cultural ou em alguns casos até má fé, não está preparada para acompanhar um parto normal nem convencida do grave problema que é a banalização da cesariana.

Portanto, se você está grávida, deseja um parto normal e tem dúvidas sobre a conduta do seu médico, não hesite! Procure se informar sobre a taxa de partos normais atendidos por ele. Questione se tem “um dia exclusivo para cirurgia” na agenda semanal do consultório. Converse sobre o tipo de parto que você deseja (o profissional não pode negar-se a tratar do assunto). E por fim tenha consciência de que “parto normal” não é tudo. Há que ser humanizado – acima de qualquer coisa (Sobre isso leia: Humanizado ou não, eis a questão).

Hoje tenho convicção total de que há muito a ser modificado na sociedade brasileira e até mesmo no meio acadêmico – em relação à formação médica – para que a mulher de fato possa dizer-se dona de seu próprio corpo e responsável consciente de suas escolhas. Até lá o que nos resta é tentar buscar atalhos para que conosco seja diferente e alertar para essa realidade, informar, replicar e sempre dizer: o parto normal é possível, sim! Mas, se você quiser, terá que lutar por ele. De minha parte garanto: vai valer a pena! Mulher nenhuma deveria privar-se de viver essa experiência absolutamente deliciosa e avassaladora.

(Publicado originalmente no Blog Papo de Berçário - dia 01/02/2012)

18 de janeiro de 2012

Aqui também tem papo

Em 2011, recebi um convite delicioso da querida (e futura cumadi) Letícia Fagundes para escrever quinzenalmente para o Blog Papo de Berçário. O Blog é uma iniciativa da empresa NetFraldas, que está entrando no mercado de venda de fraldas por assinatura. O objetivo deles é agregar conceito e informação ao negócio, atrair público e ter no Blog um diferencial para a empresa. Achei a ideia muito bacana e topei na hora.

A partir de agora, com a devida autorização (claro!!), vou republicar por aqui os textos que escrevo para eles e também comentar outras notícias e informações sobre o "mundo mãe" - mas sem restrições, regras ou limites de assuntos, ok?

Afinal, esse meu Blog tem ascendente em gêmeos e, cá entre nós, todas as paixões nos divertem!

Aqui a lista dos posts já publicados:

O parto possível

Ano novo, papo renovado

O Natal pode ser ainda mais feliz

Ôlelê, ôlalá, as férias vêm aí e o bicho vai pegar!

Papo de berçário na… depilação!

Uma estrada de tijolos amarelos?

Humanizado ou não? Eis a questão.

O melhor presente é você

O Jardim da princesa Isadora – Parte 2

O Jardim da princesa Isadora – Parte 1

Um conselho para mim

Coisas que a maternidade me deu

Espero que gostem do papo!
Bj grande!
Dani

Ano novo, papo renovado

Achei legal começar o ano novo falando sobre o que mais me motiva a escrever para mães e futuras mães. Isso tem a ver com a grande descoberta que eu fiz em minha vida justamente quando comecei a desejar ter um filho. Essa descoberta foi também um resgate, um reencontro. Estou falando, mais especificamente, da minha paixão pelo conceito (tantas vezes mal empregado) de humanização do atendimento ao parto.
Isso porque a ideia de transformar o atendimento ao parto, em especial no Brasil, está ligada à mudança de paradigma em relação ao nascimento, à maternidade e à forma de criação contemporânea. Por isso, ainda que você não se identifique diretamente com uma ou outra ideia desta humilde pessoa, quem sabe não é possível ao menos contribuir para a reflexão sobre como os conceitos difundidos pelo senso comum podem atrapalhar/ influenciar as nossas escolhas.

Por vezes, nos achamos super informados e atentos, mas somos fruto da sociedade em que vivemos e ponto, com todas as suas nuances e contradições. E, por que não dizer, interesses. Sim, interesses. Alguns nobres, outros condenáveis, muitos inconscientes. Mas o fato é que tudo que vemos, ouvimos e lemos vai, de uma forma ou de outra, influenciar nossas decisões. Muitas delas, tomadas sem a merecida ponderação.

Portanto, começo hoje a falar com mais detalhes sobre como me tornei “uma dessas mulheres, meio doidas, que nos dias de hoje dão à luz naturalmente, sem anestesia nem nada, assim como no tempo das nossas avós (ou bisavós)”, como tanta gente pensa por aí.

De cara posso começar contando que não achava nem um pouco compreensível essa escolha, “diante da modernidade”. Achava mesmo que a evolução da medicina tinha trazido ótimas alternativas para as mulheres – como a anestesia e a cesariana. Achava também (e ainda acho) que as mulheres deveriam ter o pleno direito de escolher a forma como gostariam de colocar seus filhos no mundo (ainda que hoje veja isso de maneira muito mais profunda). Achava (e também ainda acho) que a via de parto não faz ninguém melhor ou pior. Achava que era informada e que poderia escolher. Achava que os médicos sabiam o que diziam. Achava que a mulherada “mamífera” era bem radical e, vez ou outra, prepotente.

Hoje, parte dessas ideias se transformou, parte se aprofundou. Os primeiros contatos que tive com o assunto me soaram radicais e distantes. Ótimas opções para… as outras. Porém minha curiosidade me fez querer entender a razão que leva uma mulher “moderna” a desejar um parto natural.

Foi, então, que uma descoberta me indignou e mudou muita coisa dentro de mim. Descobri que muitas, muitas mulheres são enganadas ou levadas a acreditar em alguns conceitos totalmente equivocados, que as conduzem a um caminho arriscado e, por vezes, não desejado, em função da má formação, da conveniência ou da má fé de seus médicos.

Em nosso próximo encontro, vou falar sobre essa triste realidade e sobre como saber se você corre o risco de cair no “conto do cesarista fofo”. Até lá.

(Publicado originalmente no Blog Papo de Berçário - dia 18/01/2012)

16 de janeiro de 2012

pra mudar tudo

E como se faz para mudar TUDO

ou quase tudo

ou o olhar

a frase

o ponto final...


E como se faz para reviver

para re-sonhar

para reencontrar

para respirar

para dejavù.


E como se faz para desejar

despertar

se entregar

mergulhar?


E como se faz para arriscar

se jogar

acreditar

sem pensar,


E como se faz para arrancar

replantar

renascer

florescer!

Já!

21 de dezembro de 2011

O Natal pode ser ainda mais feliz

De maneira geral, chegamos nessa época do ano um tanto enlouquecidos. É uma correria danada. É um tal de comprar presentes, fazer mercado, ir à feira, terminar alguns trabalhos correndo, resolver pendências, pagar contas, fazer mais um pouquinho de compras. Ah! Pintar cabelo, fazer as unhas, depilação, lembrar de um presentinho de última hora. Embrulhar tudo, escrever cartão (tem ano que nem pra isso dá tempo). Festa da firma, amigo-secreto, mensagens a parceiros e fornecedores. Ufa! De repente, ceiamos e acabou. Quase não sobra tempo e disposição para o tal espírito de Natal, né?!
Só de escrever essa listinha de afazeres eu já fiquei cansada e um tanto estressada (pensando nas minhas pendências). Poxa, vida! Justo eu que sempre adorei essa época do ano. É… depois que a gente “vira gente grande” parece que tudo perde um pouco a cor e a graça. As obrigações se sobrepõem à fantasia. Fica chato.

Mas, ora bolas, será que tem que ser assim mesmo? Acho que não! Ok. Há algumas questões que a gente não pode pular. Mas dá, sim, para tornar essa época do ano muito mais significativa. E, se você tem filhos pequenos, é ainda mais gostoso e… possível!

Lembrei-me de algumas coisinhas legais que podemos fazer, juntamente com as crianças, que prometem recriar uma atmosfera especial para essa época do ano:

Primeiro de tudo: montar a árvore de Natal. Não importa se seus filhos são muito pequenos (bebês ainda). Eles vão adorar. Ano passado a minha princesinha tinha apenas 3 meses no Natal e mesmo assim curtiu as luzinhas, os enfeites. Falando em enfeites, outra coisa bacana é fazê-los com as crianças. Pode ser de origami (já decorei uma vez uma árvore de Natal só com dobraduras e ficou linda). Dá pra achar o passo-a-passo na internet e ainda inventar moda! Pode ser também com laços, pirulitos, bombons, brinquedinhos e o que mais der na telha!

Fazer os cartões de Natal com os pequenos também dá um charme todo especial à sua mensagem. Além de emocionar de verdade! Ano passado, nossos cartões foram feitos com uma foto da minha filha no colo do Papai Noel (tiramos no shopping). Imprimi várias, recortei o papel cartão vermelho e dobrei ao meio. Fiz uns furinhos em formato de estrela, algumas “palavras bonitas” e, voilá, um lindo cartão-quase-presente!

Hoje aproveitei também para separar brinquedos para doar. A gente vai acumulando as coisas e, quando vemos, eles nem brincam mais com alguns, que ainda estão novinhos!! Por isso, já temos aqui um sacolão para entregar num local de nossa confiança. O que você pode fazer é pedir ajuda das crianças para separar alguns brinquedos ou comprar novos para presentear aos pequenos que precisam – como ajudantes de Papai Noel, já pensou?

Natal também é época de cozinhar coisas gostosas e transformar esses momentos em preciosos registros de memória olfativa e gustativa – que nunca serão esquecidos!! Uma boa pedida com as crianças é fazer biscoitos, doces e guloseimas para a ceia. Os menores podem beliscar uma frutinha enquanto a mamãe prepara os quitutes (nada de açúcar pros baixinhos, ok?). Já os maiorzinhos podem e devem colocar a mão na massa. Não se esqueça, o que importa aqui não é o resultado da experiência gastronômica, nem a possível (pra não dizer provável) sujeira. O que importa é a alquimia da culinária compartilhada em família!

Ah! Ler histórias sobre o Natal e o seu significado também é muito massa! E eu não estou falando apenas de Papai Noel, Polo Norte e renas, tá? Estou falando de livros e histórias que contem sobre a mensagem de AMOR que Jesus Cristo trouxe para nós e que é a verdadeira razão do Natal. Vale para nós nos lembrarmos disso também!!

Por fim, uma das minhas sugestões preferidas: cantar canções de Natal!! Ai, que delícia!! Uma linda, criativa e divertida forma de ensinar aos nossos filhos belas histórias e, como num mantra, vibrar muita alegria, amor, paz e compaixão!

A minha canção de Natal preferida é em ritmo de baião:

“Natal no Brasil não tem neve e nem Noel.
O nosso Noel é o Rosa e mora lá no céu.
Natal no Brasil faz calor e o Sol brilha no céu.
Natal no Brasil só tem chuva de papel…”

Um beijo carinhoso e feliz Natal!!!

(Publicado originalmente no Blog Papo de Berçário - dia 21/12/2011)

7 de dezembro de 2011

Ôlelê, ôlalá, as férias vêm aí e o bicho vai pegar!

Dezembro chegou, o trânsito já piorou e as férias das crianças, se não começaram, estão aí! Pra quem tem bebê pequeno (como no meu caso), que ainda não vai pra escola, é férias todo dia … pra eles, é claro!! Rsrs… Já para os maiores, inicia-se o tempo de ficar em casa, brincar (às vezes, brigar) com o irmão e enlouquecer os pais! Hehehe…

Agora, não tem nada MELHOR na vida do que ser criança e estar de férias, certo? Fase da vida que passa voando e a gente fica pra sempre com saudades! Pena que nos dias de hoje as crianças, especialmente aquelas criadas nas grandes capitais do País, ficam muito confinadas. Presas em apartamentos, em frente à televisão, computador etc.
Como era gostoso ficar descalço o dia todo, brincando ao ar livre, tomando sorvete, correndo na praia, curtindo a casa da vovó, da titia, dos primos, dos amiguinhos. Atividades comuns nas férias da criançada da minha geração. Talvez a última que deve essas possibilidades mesmo nas grandes cidades.

Mas isso também não quer dizer que não tenhamos ótimas opções atualmente. São diferentes, por vezes mais trabalhosas ou caras, mas existem. Em São Paulo, por exemplo, uma boa opção é levar os pequenos em praças e parques. Eu recomendo demais o Jardim Botânico, que é super lindo, tem um restaurante muito gostoso e nunca está muito cheio. É perfeito para um piquenique, por exemplo. Lá também não é permitida a entrada de animais nem bicicletas, o que torna o local mais seguro e tranquilo para as crianças menores. Para saber mais: Jardim Botânico de São Paulo

As peças de teatro também são ótimas alternativas. Nos teatros das unidades do SESC, por exemplo, há todo final de semana diversas apresentações, em geral gratuitas. Além de contação de histórias e outras atividades. A programação você também pode conferir no site do Sesc

Outra ideia muito bacana é levar a criançada ao cinema. Nessa época do ano sempre têm lançamentos infantis, coisas boas, coisas mais ou menos, mas o que importa de verdade é o passeio, certo? Sair de casa, todos animados, comer pipoca, ter o tempo e a atenção dos pais só para os pequenos! Por isso, a recomendação: desligue o celular ou pelo menos não acesse e-mails ou redes sociais (entre na minha campanha: xô, smartphone!!).

Falando em cinema, no último final de semana fui conferir aqui para o Papo de Berçário a estreia do novo filme dos Muppets, dentro do projeto “Matinê Infantil”, promovido pelo Shopping Pátio Higienópolis, em parceria com a Rede Cinemark. Uma inciativa bem bacana que tem como objetivo incentivar eventos culturais e atrair os moradores da região, que tenham filhos pequenos, para o shopping, convidando-os para estreias de filmes infantis. Além do ingresso gratuito, os pais e as crianças recebem brindes, pipoca e cortesia no estacionamento. O projeto acontece sempre nas sessões de domingo de manhã e já exibiu nesse ano: Carros 2, Smurfs, Diário de um Banana 2, Happy Feet 2, além de Muppets. E, em 2012, a atividade deve continuar.


(Abro um parênteses aqui para falar sobre o filme Muppets. Acabei não levando minha filha na sessão, o que foi muito bom. Como desconfiava, ela é pequena demais (1 ano e 3 meses) para o filme. Acho que a faixa etária ideal é acima de 4 ou 5 anos. Simplesmente porque o enredo é complexo e não tem aquela velocidade blockbuster que estamos acostumados a ver. Aliás é um filme bem adulto, mas quem conhece Muppets não se surpreende com isso. As crianças podem gostar por conta dos bonecos e das músicas, nada mais. Já os pais que são fãs dos Muppets poderão matar a saudades e, aí sim, compreender as piadas subjetivas, bem no estilo de humor americano.)



Mas papais e mamães com bebês até 18 meses: não se desesperem!!! Vocês podem, e devem, curtir também as sessões do Cinematerna. Diversos cinemas do Brasil já oferecem essas sessões especiais, que têm som e ar condicionado reduzidos, meia luz e uma gentil infraestrutura para bebês, com trocador, fraldas e afins, além de brinquedos para os maiorzinhos. Já fui inúmeras vezes e recomendo demais. Para saber mais sobre a programação e tirar dúvidas, acesse o site do projeto: cinematerna.org.br

Por fim, outra dica legal para quem mora em São Paulo é visitar o Aquário da cidade. É um passeio gostoso para crianças de todas as idades e também para nós. O valor do ingresso é um tanto salgado (adultos pagam R$30, crianças de 3 a 12 anos R$ 20, já menores de 3 não pagam). Ainda assim, vale a pena, se puder. O Aquário também tem site e lá você encontra mais informações: aquariodesaopaulo.com.br

Bom, gente, dá pra ver que não faltam opções para a molecada, com direito a diversão para toda a família!

Então, beijos a todos e boas férias!!!­­­

(Publicado originalmente no Blog Papo de Berçário - dia 07/12/2011)

23 de novembro de 2011

Papo de berçário na… depilação!

É, minha gente, mulheres têm a árdua tarefa de se submeter periodicamente a pequenas sessões de tortura voluntária a que chamamos “depilação”. Por lá, muitas e muitas mulheres, separadas em estreitas e discretas baias, falam e têm seus pelos arrancados por gentis, mas impiedosas, depiladoras. Às vezes é inevitável ouvir o papo que rola nesses locais, onde até algumas confidências são trocadas.

Dias desses, a moça que estava na cabine ao lado da minha comentava com a depiladora que ainda amamentava seu bebê. Quando notei que a conversa era sobre o tema, não pude me conter e comecei a prestar atenção na conversa alheia. Que feio. Rsrs… Ok, ok, eu me envergonho de confessar isso, mas achei que valia me entregar aqui para poder comentar o assunto com vocês.

Bom, lá pelas tantas, a moça disse que infelizmente seu leite começou a secar e que ela não sabe o que aconteceu. Contou que atualmente seu bebê mama umas três vezes ao dia e que, claro, recebe outros tipos de alimentos. Nessa altura, eu já comecei a pensar: puxa, o que terá acontecido? Quanto tempo será que tem o bebê? Será que posso ajuda-la de alguma maneira?

Ela continuou e, então, vieram todas as respostas. Afirmou, lamentando, que gostaria de amamentar “pelo menos até os seis meses”, mas que “do jeito que está, será difícil”. Me surpreendi. É, ainda me surpreendo com a naturalidade com que algumas mães falam sobre o desmame de bebês tão pequenos. Logo em seguida ela informou: “ele está com quatro meses e meio”.

Poxa, não há quem nunca tenha escutado, pelo menos uma vez na vida, alguma campanha sobre a importância do leite materno, os benefícios que ele traz para mãe e bebê, indicando que os pequenos devem ser alimentados EXCLUSIVAMENTE até os seis meses. Exclusivamente quer dizer: não receber qualquer outro tipo de alimento, nem água nem chá nem suco nem nada. Portanto, seis meses é o tempo mínimo que o bebê deve mamar o leitinho da mamãe e não o máximo!

É claro que a realidade, até mesmo por restrição de direitos trabalhistas da mulher, dificulta essa conduta. Mas não é impossível. Após a licença maternidade, pode-se ordenhar o leite durante a jornada de trabalho e congelá-lo para oferecer ao bebê na sua ausência. Após a alimentação complementar mais estabelecida, o bebê passa a mamar duas ou três vezes ao dia (manhã e noite, por exemplo) – o que permite a manutenção do aleitamento até os ideais “dois anos ou mais”.
Compreendo, de verdade, todas as dificuldades, os perrengues e as mazelas dos primeiros meses de cuidados com o bebê. A superação e o cansaço. Mas conheço mulheres incríveis que enfrentaram enormes problemas com amamentação e nem por isso desistiram. Exemplos lindos de entrega e doação que, de um jeito ou de outro, quem quer ser ou é mãe deve estar preparada para aceitar, com amor e paciência!

Essa será uma fase intensa, mas maravilhosa, que nada poderá superar. Se você acredita ou, seria melhor, conhece a importância da amamentação, saiba que mesmo com dificuldades é possível manter o aleitamento. Para isso, busque informações (recomendo o site: www.aleitamento.com) e apoio de profissionais especializados, como pediatras verdadeiramente comprometidos com a questão e consultoras em aleitamento materno.

Pode ter certeza, vai valer a pena!!!

Quer conhecer melhor os benefícios da amamentação para mãe e bebê?

Veja o vídeo “Amamentação: muito mais que alimentar a criança”, elaborado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) em parceria com o Ministério da Saúde.

Recomendo também o documentário em DVD “Amamentação Sem Mistério” – que pode ser comprado até mesmo pela internet – com profissionais super competentes (e alguns queridos!! rsrs) e depoimentos muito bacanas.

Veja o trailer:


(Publicado originalmente no Blog Papo de Berçário - dia 23/11/2011)

9 de novembro de 2011

Uma estrada de tijolos amarelos?

Não. Decididamente a maternidade não é uma estrada de tijolos amarelos como aquela do clássico Mágico de Oz. Muitos são os desafios, as rotas e as armadilhas do caminho. Quando nos lançamos nessa jornada, em geral, temos lá nossas convicções e escolhas predefinidas. Muitas não mudam, outras se mostram dezenas de vezes mais difíceis do que pareciam, outras, definitivamente, impossíveis.

Logo de cara, uma grande prova se coloca para as mães: a amamentação. Aquela imagem idílica de um bebezinho rechonchudo, calmo e apaixonado, que se aconchega languidamente ao seio materno e sorve com carinho seu alimento, é mesmo perfeita para os comerciais de margarina. Mas não se parece, de modo geral, com o que acontece na realidade – especialmente nos primeiros momentos.

E isso não quer dizer que amamentar seja sempre difícil, doloroso ou sacrificante, pois não é. Mas quer dizer que é preciso estar informada e, acima de tudo, é preciso se entregar de corpo e alma para essa experiência. E, para isso, não há outro jeito, você tem que estar consciente e convicta da importância do aleitamento materno.

O impacto dessa decisão terá conseqüências determinantes para a construção imunológica do seu bebê, para a saúde e a segurança do seu crescimento e será fundamental para nutrir física e emocionalmente o seu filho, por toda a vida. Por essas e outras, amamentar nunca foi uma opção para mim. E sim uma função inerente à maternidade, uma etapa, além da gestação.

Nos primeiros dias, é tudo novo, estranho, tenso. Assim foi comigo. Bicos doloridos, peito cheio, incertezas. Todos os livros, conselhos e informações sumiram da mente. Eu me senti bem perdida. Acho que foi uma grande mistura de medo com hormônios a mil.

O que me ajudou? Primeiro o apoio incondicional do meu companheiro. Segundo, a orientação amorosa de ótimas e queridas profissionais. Acho que foi a combinação perfeita, que aos poucos me ajudou a conhecer o meu bebê, o meu corpo e as nossas necessidades.

Ainda assim eu pensava, diversas vezes: quando é que amamentar se tornará um prazer? Esse dia chegou. Demorou um pouquinho, mas valeu cada minuto de superação. Então, descobri que, além de gerar e parir, ver um filho crescer graças ao nosso leite é uma felicidade incomparável.

Até hoje foram seis meses de aleitamento materno exclusivo e mais oito de aleitamento complementar. Totalizando um ano e dois meses de amamentação, feliz e plena, sem data marcada para terminar. Sei que ao amamentá-la ofereço muito mais do que um alimento saudável e rico, ofereço carinho, amor, cumplicidade e segurança. E assim será até quando for bom para mim e para ela.

Assim, recomendo a quem deseja atravessar essa linda etapa da estrada da maternidade (que não tem mesmo só tijolos amarelos) que traga na bagagem a certeza de que, por maiores que sejam os obstáculos, essa travessia será absolutamente recompensadora.

(Publicado originalmente no Blog Papo de Berçário - dia 09/11/2011)

26 de outubro de 2011

Humanizado ou não? Eis a questão.

Na semana passada foi publicada uma matéria sobre “Parto Humanizado” no portal do canal GNT. Sob o título “Parto humanizado não é, necessariamente, natural. Entenda.”, a reportagem circulou por listas de mães e chegou também na página do Twitter da Netfraldas. Logo que vi, mandei mensagem desaconselhando a leitura do texto e prometi falar do assunto por aqui.

Desaconselhei por entender que a matéria só acertou no título, afinal parto humanizado não é sinônimo de parto natural mesmo. Entretanto, o texto apresenta inúmeros problemas, que vão desde o conceito de humanização até informações erradas sobre o trabalho de doulas, o papel das parteiras, os procedimentos adotados em partos domiciliares… enfim! Muita abobrinha!

É legal dizer que a ampliação do debate sobre a questão do atendimento ao parto é muito importante. Porém o que temos visto, com grande frequência, é muita desinformação, confusão e falta de foco na abordagem do assunto, principalmente nas opiniões de “especialistas”.

Talvez isso se explique pelo fato de vivermos nos dias de hoje uma patrulha ideológica muito grande. A praga do politicamente correto, que poderia incentivar melhores práticas sociais, parece que, ao contrário, só tem estimulado a hipocrisia generalizada, além da multiplicação de informações incorretas, deturpadas e a utilização inapropriada de determinados conceitos. Como, por exemplo, o conceito de humanização.

O que quero dizer com isso? Quero dizer que ser “humanizado” está na moda e ninguém dirá que não é a favor disso. Contudo, esse conceito, especialmente no atendimento ao parto, é muito mais amplo do que se tem propagado por aí. O que entendo por atendimento humanizado ao parto é devolver à mulher o seu protagonismo, o seu direito de colocar seus filhos no mundo, de parir, de ser dona de suas escolhas na gestação, parto e pós-parto.

Assim, uma equipe humanizada é aquela que enxerga o ser humano da maneira completa e complexa que é, com suas limitações e infinitas possibilidades, e que, numa relação concreta de confiança, dual, estabelece ali uma parceria para se chegar ao melhor desfecho possível. Isso pressupõe respeito, acima de tudo. Um atendimento humanizado é aquele que apoia, informa, acolhe, mas que jamais furta da mulher seu papel primordial no nascimento de um filho.

Portanto, parto humanizado de fato não é necessariamente natural. Ele se propõe apenas a ser o melhor possível para a mãe e o bebê. Ou seja, prioriza o parto normal, por ser a melhor e mais segura forma de nascimento, com intervenções mínimas ou exclusivamente necessárias. E isso, acredite, faz TODA a diferença. Outra característica primordial do parto humanizado é sua relação direta com as diretrizes preconizadas pela Organização Mundial da Saúde – que condena, por exemplo, a episiotomia de rotina, entre outras questões muito importantes.

Há que se esclarecer que ao mencionar a questão do parto domiciliar o especialista da referida reportagem afirma que um médico “tem mais condições de resolver complicações do que uma doula”. Ora, isso nunca foi questionado. Uma doula JAMAIS substitui ou atua como médico ou mesmo como parteira. O papel dela é completamente outro. A doula acompanha a mulher durante o trabalho de parto exclusivamente para dar-lhe apoio emocional e auxílio na busca do alívio da dor com a utilização de métodos naturais (como bola de pilates, massagens, banhos, posturas etc.).

Por final, minha crítica como jornalista. Não espere uma avaliação perfeita de um cardiologista sobre uma cirurgia de joelho. Torço para que da próxima vez que alguém escrever sobre parto humanizado procure profissionais que realmente saibam o que isso significa e, preferencialmente, façam desse conceito a essência do seu trabalho.

E para nós leitores indico: senso crítico, sem moderação!

(Publicado originalmente no Blog Papo de Berçário - dia 26/10/2011)

12 de outubro de 2011

O melhor presente é você

Toda criança tem o direito de brincar, se divertir, explorar a imaginação. Aliás curtir a infância, inventar, desenhar, pintar e fantasiar são delícias dessa idade que, quando bem aproveitadas, deixam saudades sem fim! No “Dia das Crianças”, os pequenos ganham, então, o direito a novos brinquedos, presentes e agrados. Quando eu era pequena, esperava com ansiedade esse dia, pois sabia que minha mãe e meu pai teriam algo especial para mim.

Hoje, entretanto, assim como em diversas outras questões, tenho a impressão de essa é mais uma convenção que se banalizou. E extrapolou todos os limites do consumo razoável.
As lojas de brinquedos estão abarrotadas, as crianças elétricas, meio desnorteadas em meio a tantas opções, todas em geral caras. E o mais interessante é que, de modo geral, aquele desejo incontrolável por um brinquedo, dissipa-se em poucos dias, quando ficam encostados e sem uso.
Sou defensora do consumo consciente (embora ainda tenha que melhorar e muito) e, principalmente, da resistência a viver a vida no piloto automático (em que pese seja, aparentemente, muito mais fácil). Acho que isso não é uma opção, é uma condição. Quem é assim não escolhe ser assim, é e pronto. (Filosofei agora! Hehehe…)

Bom, mas voltando à vaca fria (porque será que se dizemos isso???), o Dia das Crianças tornou-se mais uma convenção social em que todos os adultos DEVEM presentear filhos, sobrinhos, amiguinhos etc. Acho isso muito ruim por vários aspectos. Primeiro porque as crianças hoje em dia têm uma quantidade exagerada de brinquedos, e por sua vez não dão valor a eles. E quando digo valor, não estou me referindo ao preço das coisas, mas sim ao afeto, à relação de carinho e cuidado que a gente aprende a ter pelas nossas coisas.
Acho que esse é um aprendizado muito importante. Cuidar do que é seu e gostar das suas coisas. E, por favor, nem preciso dizer que coisas são coisas e não substituem pessoas e sentimentos… mas fazem, sim, parte da vida!

Além disso, a banalização do Dia das Crianças cria uma euforia fora de propósito nos pequenos, estimula o consumismo, multiplica o lixo e polui mentes e meio ambiente. É bom afirmar que não tenho absolutamente nada contra o dia das crianças, se usado com moderação, sabe?
Por isso, acho que temos maneiras muito mais legais e criativas de viver esse dia. Com passeios, brincadeiras criativas, refeições em família, muito amor e carinho. Porque é disso que as crianças precisam!!!

Assim, nosso dia das crianças será de diversão juntos, com direito a contar muitas histórias, passear, se sujar e ganhar muitos beijos e abracinhos da mamãe e do papai. Porque acredito em outras formas, que não meramente materiais, de demonstrar amor: como o afeto e a presença!!! Estar perto de seu filho, sobrinho, vizinho, amiguinho vale mais que mil brinquedos. O melhor presente é você!!!

(Publicado originalmente no Blog Papo de Berçário - dia 12/10/2011)

28 de setembro de 2011

O Jardim da princesa Isadora – Parte 2



Em nosso último papo por aqui, comecei a falar sobre a festinha de aniversário da minha princesinha, que ousou fazer um ano – totalmente sem a minha autorização. Como não teve outro jeito e ela cresceu, inadvertidamente, e assim segue, sem acanhamento, resolvemos comemorar seu primeiro ano com a família e os amigos queridos – que de perto ou de longe estiveram conosco nesse período.


Já falei sobre o tema, o convite e os comes e bebes (veja na Parte 1). Hoje conto detalhes da decoração, das lembrancinhas e das atividades que bolamos para a comemoração.
Na decoração, eu tive uma importante aliada: minha irmã, titia coruja da princesa, super-arquiteta-talentosa e, acima de tudo, sensível e festeira, que com muito bom gosto decorou cada cantinho, com destaque para a mesa principal, onde colocamos os docinhos e os cupcakes. Ficou tudo lindo!!!


Comprei todos os artigos descartáveis (forminhas de brigadeiro e cupcake, colheres, palitinhos, guardanapos, pratinhos) nas cores escolhidas para a festinha e, para dar um toque especial (que faz TODA a diferença da decoração), enfeitei tudo como pequenos detalhes. Nas colheres, por exemplo, coloquei lacinhos em cores alternadas. Nos palitinhos para os espetinhos de frutas, fixei recortes de coroa, com fitinhas, uma a uma. Ficou muito fofo e delicado. E, em cima do primeiro cupcake, que estava num suporte lindo (emprestado de uma amiga querida!!), coloquei uma cascata de corações de EVA, que eu mesma fiz com arame e cola. Essas pequenas coisinhas dão um toque muito especial e é aí que a festinha fica única, especial e personalizada!!


Outra ideia da decoração foi fazer “bandeirinhas” para identificar os espaços e artigos. Uma para a entrada, na mesa das “Lembrancinhas”; outra para localizar o trocador (sim, porque em festa de criança sempre vão muitos bebês que ainda usam fraldas!!! Aliás, olha aí a clientela em potencial do NetFraldas!! Rsrs…).


Além disso, colocamos bandeirinhas na entrada da parte interna no salão com o tema da festa: “O jardim encantado da princesa Isadora”, sem contar o local dos “Sanduíches”, o “Cantinho de Brincar” (já explico) e o varal de fotos (já explico – parte 2).

Fiz ainda pequenas plaquinhas para identificar os sucos e complementos da salada de frutas. Sempre usando papéis e fitas nas cores tema. Como utensílios: tesouras com cortes ondulados, cortadores para scrapbook (que são absolutamente fantásticos!! Porém CAROS!! Snif!!), régua, esquadro, tesoura, cola e muiiiiita paciência. A cada semana eu tinha uma ideia diferente e, por isso, nos dias que antecederam o aniversário, trabalhei nos preparativos até de madrugada, lógico!! Rsrs…



Outro ponto essencial para uma festinha com tema de jardim são as flores! Por isso, na véspera, fui à feira das flores no CEAGESP, em São Paulo, que de terça e sexta vende no varejo. Eu nunca tinha ido lá! Mas morria de vontade. Não fosse pela pressa (tinha TODOS os doces para fazer naquele mesmo dia!!), eu teria me perdido em meio à beleza e à diversidade das flores, cores e perfumes. Comprei bastante coisa e a economia valeu demais! Recomendo para quem precisar comprar flores em quantidade ou mesmo para um ótimo passeio!!! Tem até barraquinha de pastel e caldo de cana na saída!!


Usamos as flores em cada cantinho do salão, em especial na mesa central e nos demais locais em que servimos bebidas e comidinhas. Ah! Enfeitei também os banheiros, com flores em potinhos de vidro de molho de tomate e suco (que eu sempre guardo para essas ocasiões!! Rsrs…). Juntei três e passei uma fitinha, com um laço. Colocamos ainda toalhinhas bordadas com o nome da Princesa, que ganhei no enxoval!! Ficou um doce!!

Um toque especial também com as flores de papel crepom, feitas com todo amor e carinho pela vovó, de quem a mamãe certamente herdou esse gosto pelo artesanato, e com auxílio dedicado da tia-avó! As flores de papel foram usadas na mesa das lembrancinhas e nos arranjos das mesas dos convidados. Já as toalhas que utilizamos foram reaproveitadas do chá de bebê e receberam um acabamento especial, com barrado em viés, feitos com muito capricho e carinho por uma “vovó-torta” – mãe da minha comadre Juju!


Para finalizar a decoração, mandei fazer “bichinhos de jardim” em feltro, espetados em palitinhos. Foram: passarinhos, borboletas e joaninhas, que espalhamos no salão. Sucesso. O pessoal gostou tanto que quase não sobrou nenhum para contar história!!! Rsrs…

A mesma moça que fez os bichinhos fez também uma das lembrancinhas, que foram chaveirinhos em formato de coroa, embalados um a um pela mamãe aqui (que tem TOC e não gostou das embalagens originais). Com a super ajuda de um grande amigo design, fizemos um adesivo personalizado, com o mesmo layout dos convites, que usei para enfeitar as embalagens das lembrancinhas. As crianças levaram giz de cera e bolinhas de sabão, também embaladinhas uma a uma, com saquinho transparente, fita de cetim e adesivo.



Para completar as lembrancinhas, imprimi cerca de 90 fotos da pequena, em diferentes momentos e idades, e montamos uma varal de fotos, com barbante e mini pregadores coloridos. Logo acima, escrevemos em bandeirinhas: “Meu primeiro aninho”. Os convidados se divertiram escolhendo as fotos para levarem para casa. Cada uma, no verso, também tinha o adesivo do aniversário colado.


Deixamos sobre as mesas um “kit”, com papel, giz de cera e canetinhas, embalado com um pedido: “deixe um recado para a Dorinha”. Ao final da festa, recolhemos lindas mensagens e recadinhos do coração.

Além dessas pequenas atividades (varal de fotos e recadinhos), contratamos uma super desenhista para fazer caricaturas dos convidados. A turma se divertiu e as crianças foram retratadas usando adereços, como coroas e gravatinhas. Para os pequenos, havia ainda um “Cantinho de Brincar”, com tapetinho de EVA, túnel de tecido e brinquedos diversos.

O registro fotográfico também é um investimento que vale muito a pena!!! Nada se compara a fotos feitas por um profissional, que ficarão como lembranças para toda a vida!! Ainda mais quando são realizadas por amigos, como no nosso caso!! [Para ver boa parte das fotos, aliás, visitem o Blog da Luh Camargo]

Nossa intenção era, ao final, entregar aos convidados marmitinhas (de alumínio) com alguns docinhos e cupcakes para comerem em casa. A ideia era garantir uma degustação pós-festa, para relembrar aqueles momentos gostosos, e também não desperdiçar nada (fiquei traumatizada com a sobra de comida que rolou no meu chá de bebê)!! Para isso, compramos as marmitinhas, colamos adesivos e fitas para fechar. Entretanto, quase não sobrou naaaaaada! Rsrs… E pouca gente levou marmita!! Essa ideia ficará melhor da próxima vez!! Hehehe…

Enfim, o aniversário da princesa foi um sucesso! Foi gostoso, divertido, curtido e compartilhado só com gente MUITO especial!!! Vale registar um agradecimento especial ao papai da aniversariante, que ajudou em cada detalhe! Sem ele NADA disso seria possível!

Pena que passa muito rápido na hora. Por isso, amo os preparativos e faço valer o velho ditado: “o melhor da festa é esperar por ela”!!

(Publicado originalmente no Blog Papo de Berçário - dia 28/09/2011)

14 de setembro de 2011

O Jardim da princesa Isadora – Parte 1



Achei que sairia traumatizada da organização da festinha de um ano da minha filha. Isso porque, como dizem, eu gosto de “inventar moda”. As festinhas convencionais, especialmente em buffets, não me agradam e ideias alternativas não faltam.

Não fosse pelo “pequeno detalhe” de ter que trabalhar, em horário comercial, o preparo da festinha teria sido só prazer. Afinal, poderia ter me perdido nas horas de dedicação a cada detalhe, com prazer e amor. Ainda assim, todos os preparativos foram curtidos e aproveitados e a comemoração que, como de costume, passou voando, foi só de alegria e emoção!

Primeiras decisões



Minha primeira ideia foi fazer uma festinha em casa. Adoro esse ambiente pessoal e aconchegante. Entretanto, essa decisão implicaria em termos que limitar o número de convidados, por uma questão bastante prática: falta de espaço. Pensamos muito. Batemos o martelo e voltamos atrás algumas vezes.

Não queria deixar de convidar ninguém que nos prestigiou no chá de bebê e a lista era longa. Assim, abri mão da festinha em casa e optei por usar o salão de festas do prédio dos meus pais. E lá, tudo que tem de bom, tem também de ruim: o fato de ser enorme! O espaço grande é ótimo, pois as pessoas ficam confortáveis e tem lugar para tudo – especialmente para as crianças brincarem. Entretanto, tanto espaço assim dá um baita trabalho para decorar, preencher e não ficar vazio e sem graça.

Tema personalizado

Bom, decidido o local, o próximo passo era definir o tema. Como não sou muito chegada nos temas mais clássicos das festinhas infantis – e ainda posso escolher o que quiser (sei que isso está com os dias contados) – , optei pelo tema “jardim”. Sempre chamamos a Dorinha de “Princesinha” e, assim, ficou sendo: “O jardim Encantado da princesa Isadora”.


Com o tema em mente, a decisão seguinte foi fazer um convitinho em papel para ser entregue pessoalmente ou enviado por correio. Esse negócio de convite virtual é muito legal e prático, mas perde todo o charme, né, não? Optei por 4 cores básicas para o convite: roxo, lilás, rosa e amarelo. E segui esse mesmo padrão para todos os apetrechos, das forminhas de brigadeiro às lembrancinhas. Fiz os convites usando ideias de scrapbook, com recortes e sobreposição de cores, em forma de coroinha.

Comes e bebes saudáveis e criativos

Pesquisei ideias de alimentos mais saudáveis para festinhas infantis. Nada de salgadinho frito ou muita “porcaria”. Acabei encomendando sanduíches redondos com pães diversos – de mandioquinha, beterraba, integral e preto – e recheios também variados, entre eles: salame, peito de peru, carpaccio e atum (para os convidados vegetarianos, que comem peixe). Para as crianças, em especial, pipoca, salada e espetinhos de frutas (aqui reservamos uns incrementos para os mal-intencionados: creme de leite, leite condensado, iogurte e chantilly).

Fizemos todos os docinhos em casa. Foram mais de duzentos brigadeiros, beijinhos de coco e docinhos de abóbora, em três versões – enroladinhos, no potinho e na colher. Sim, na colher e enfeitados com confeitos coloridos. Ficou original, prático e muito bonitinho. Como brigadeiro é paixão nacional e o quilo do chocolate belga é caríssimo, investi nos confeitos de chocolate meio amargo belga e castanha de caju moída.


Para substituir o bolo, fiz cupcakes de três sabores: fubá com goiabada; banana com gotas de chocolate e cenoura recheado de Nutella, com cobertura de ganache e confeitos fofos de estrelinha, coração e afins, que finalizaram graciosamente. Uma amiga querida emprestou o suporte importado (no Brasil custa um milhão de dólares!!), que ajudou a decorar a mesa principal.

Para as bebidas, caprichamos na variedade de sucos de polpa congelada. Aqui a graça foi escolher sabores diferentes e deliciosos, entre eles: amora, jabuticaba, pitanga, graviola, cajá, maracujá e cupuaçu. Todos adoçados com açúcar – não teve como evitar. Exceção feita ao suco de uva orgânico integral, que mantivemos sem adoçar por conta dos bebês. Completamos com cervejas e refrigerantes.

A comilança foi um sucesso e todo mundo se divertiu com a variedade e a qualidade dos lanches, frutas e doces. Já os detalhes da decoração, lembrancinhas e “entretenimentos” são um capítulo à parte, que eu conto em nosso próximo encontro, ok? Até lá.

(Publicado originalmente no Blog Papo de Berçário - dia 14/09/2011)

31 de agosto de 2011

Um conselho para mim

Há alguns dias me perguntaram qual conselho daria a mim mesma se pudesse voltar ao passado, pouco tempo antes de minha filha nascer. Pensei muito. Diversas coisas vieram à minha cabeça.

Talvez eu dissesse que deveria curtir mais e me preocupar menos com tudo. Diria para ter paciência comigo mesma, pois eu também estaria aprendendo. Diria que tudo ia dar certo!! Diria que viveria os melhores dias da minha vida. Diria que seria muito melhor e muito pior do que eu imaginava…
Eu diria para pedir ajuda e me preparar melhor para os primeiros dias. Diria para ter um pequeno estoque de comidas saudáveis, prontas e congeladas no freezer… (rsrs). Mas uma frase fez mais sentido do que todas e tive certeza de que diria a mim mesma: prepare-se, tudo vai mudar… para melhor!!

E assim tem sido. Nesses primeiros dias de setembro minha filha completa um ano. Ela chegou com a primavera, trazendo novas flores e seus espinhos. Virou minha vida de cabeça para baixo. Como diz a canção de Adriana Calcanhoto: “nada ficou no lugar…”. E, acredite, o impacto dessa constatação na vida de uma taurina – como eu – é extremamente importante. A rotina, a estabilidade e a segurança são como combustíveis para vivermos.

As mudanças começaram pela rotina, a privação de sono, a dedicação exclusiva e intensa a um único e pequeno serzinho. O dia-a-dia de cuidados e amamentação é pesado, especialmente no começo (agora, amamentar já é só prazer!). E, a partir daí, todo dia é segunda-feira, manja? Apesar disso, as minhas segundas passaram a ser ensolaradas e alegres, sempre, faça chuva ou faça sol. Acordar diariamente com aquela vozinha, balbuciando, é bom demais. E por mais que muitas vezes eu pense: “mas já? É tão cedo ainda! Queria mais cinco minutinhos”, vou contente buscar meu bebê e aconchegá-la ao peito.

Contudo, as transformações foram muito mais intensas dentro de mim. Aquela Daniele de antes da maternidade não existe mais. Aquela mulher, cheia de certezas e ideais, agora tem um mar de questionamentos, mas tem também convicções ainda mais fortes! Essa nova pessoa que me tornei ainda é um tanto desconhecida, nebulosa. Às vezes é calma, segura e sorridente. Às vezes é brava, irritadiça e reclamona. A mãe que venho me tornando não é nem de longe perfeita como eu idealizei, mas é certamente a melhor que posso ser. Porque os filhos nos fazem querer ser melhores e, por isso, mudar é inevitável.

A doação integral é outra lição da maternidade. De repente, nos desapegamos dos nossos desejos e passamos a querer apenas a saúde e a felicidade dos pequenos. Quando nos damos conta disso, percebemos que tudo virou mesmo de ponta cabeça. Uma coisa é certa: a vida, vista por esse novo ângulo, é muito mais feliz e completa. Um brinde a essa plenitude! Obrigada, minha filha! Tim, tim!

(Publicado originalmente no Blog Papo de Berçário - dia 31/08/2011)

17 de agosto de 2011

Coisas que a maternidade me deu

A primeira coisa que a maternidade me deu foi MEDO. Na verdade, muito mais que isso. Foi um verdadeiro pânico, um pavor incrível, uns pensamentos constantes do tipo: “o que é que eu fui inventar?” e “pronto, agora f…deu!”.
Com o passar dos dias, com a alegria compartilhada, repartida e multiplicada em sorrisos e emoções, a maternidade passou a me dar uma serenidade – absolutamente atropelada por enjoos e mal estar. Aí a maternidade me deu uma dúvida: como as pessoas têm mais de um filho, se já sabem que vão passar por tudo isso? Hahaha…

Em seguida, eu ganhei outra coisa. E esta está entre as mais importantes conquistas da maternidade, que ainda hoje reverbera no meu peito e me faz ir em frente: a certeza de que tudo “vai passar”. Então, a gente descobre que, como num passe de mágica, tudo que parecia difícil e amedrontador, de repente, passa – lá pela 12ª semana (!!) – e nos sentimos muito bem, felizes e iluminadas!
Pouco depois dessa fase, a maternidade me deu a sensação de onipotência. Passei a me achar o último biscoito do pacote. Eu passava e pessoas sorriam para mim, levantavam para eu me sentar, perguntavam se eu estava precisando de algo. Uma delícia, que assim como as outras coisas, também passa… rsrs.

Assim fui vivendo cada descoberta, passei a trilhar um caminho lindo, de resgate da essência feminina, do poder maior da mulher, do tal “empoderamento”, de reconexão com o meu lado mais instintivo, primitivo, natural. Aí a maternidade me deu a chance de olhar e enxergar dentro de mim uma força que eu não imaginava ter. Fez-me acreditar na capacidade de gerar, parir e nutrir. Fez-me ter certeza de que havia encontrado meu lugar no mundo. Deu-me dados, informações e, acima de tudo, uma rede de pessoas especiais, que para sempre estarão em minha vida e em meu coração.

A maternidade me deu certeza! Certeza de que eu podia mais, melhor e sempre. E, muito além disso, me deu uma prova irrefutável de que desejar, lutar e acreditar não têm nada a ver com controlar! A maternidade me deu um novo olhar para a vida e me fez ver a bobagem que é querer dominar a existência. Aprendi a respirar fundo, confiar e me entregar, seguir o coração, estar próximo de quem amo e “deixar a vida me levar”.

Quando a minha princesa chegou, a maternidade me deu um milagre em forma e carne, pequenina, frágil, mas já cheia de lições. Alguém que chegou, arrebatou nossos corações, trouxe tanto amor e alegria e virou tudo de cabeça para baixo. A maternidade me deu, então, a convicção de que nada seria como antes! Que bom!!! Passamos de fase, e assim será continuamente.

A maternidade me deu, a partir daí, o prazer de nutrir, de alimentar o corpo, o espírito e o olhar cúmplice, entre mim e minha filha.

A maternidade me deu o desespero, a fragilidade diante da imensa responsabilidade de criar, sustentar, amar, respeitar e educar essa vida que desejei trazer ao mundo.

A maternidade me deu a vontade de voltar a sonhar, de fazer planos, de chorar baixinho de emoção e amor.

A maternidade me deu vontade de viver tudo isso de novo, um dia, de um jeito novo, mais calmo, mais sereno, mas com o mesmo amor. (E aqui comprovo que a maternidade me deu amnésia dos primeiros dias, do primeiro mês, das dúvidas, das inseguranças, da exaustão. Rsrsrs…).

A maternidade me deu um novo companheiro, ainda mais cheio de amor, preocupação e zelo. Um companheiro irresistivelmente apaixonado por nós.

A maternidade me deu uma família linda.

A maternidade me deu sorrisos de gengivão, de dentinhos, de dentões.

A maternidade me deu alegria de palminhas e gritinhos de excitação.

A maternidade me deu, novamente, a certeza de que tudo vai passar: as noites em claro, o cansaço, a preocupação, o medo, a incerteza. Mas também o colinho, os primeiros passinhos, as risadinhas, a vozinha de criança, o chamado de “mamãe”, os dedinhos fofos, os pezinhos de bisnaguinha…

A maternidade me deu uma saudade sem fim de tudo que ainda não vivi!!!

(Publicado originalmente no Blog Papo de Berçário - dia 17/08/2011)