14 de junho de 2007

Tem solução?


Hoje a cidade viveu uma manhã de caos completo. Um começo de dia mais caótico do que o normal na capital paulista. A greve dos funcionários do Metrô ocasiou um recorde no trânsito da cidade. Fui obrigada a desmarcar um importante compromisso, depois de ficar 25 minutos parada na rua de casa. Desisti e dei meia volta.

Diante disso, me pergunto: qual é a solução? O direito de greve, a livre manifestação, o instrumento de pressão de cada um ou de cada categoria são mesmo incontestáveis. Mas qual será o impacto negativo que um trastorno como esse provoca? Por mais compreensiva e solidária que seja a população, as greves no setor de transporte público têm realmente um efeito terrível no cotidiano e atingem a todos. Principalmente, a população mais necessitada, que depende do transporte para tudo mesmo. O Governo se exime de responsabilidade e coloca-se como mais uma vítima - por covardia e jogo político.

Agora, são mais ou menos 11h30 e o anúncio do fim da greve acaba de ser feito. Certamente aos poucos tudo voltará ao normal. Algumas reivindicações foram aceitas pelo Governo e houve negociação com os metroviários. Fica a pergunta: será que não chegou a hora de reavaliarmos nossas posições - de Governo e de manifestantes? Um caos como este não poderia ter sido evitado em esforço CONJUNTO do poder público e dos trabalhadores na negocioação? Ao que parece, a banalização da greve também enfraquece o movimento e os prezuízos à cidade transcedem a briga política.

No final das contas, exigimos da população compreensão e conscientização - por vezes acima do razoável. E isso não é fácil. Afinal, resta ao povo a dura realidade de dificuldades de chegar ao trabalho, em transportes coletivos lotados, mal conservados e caros.

Equilíbrio e responsabilidade, será que é pedir muito?!

2 comentários:

Fábio Levatti disse...

É isso aí... Entendemos que as greves são um jeito democrático de lutarmos por nossos direitos só que as greves do transporte público da cidade de São Paulo são um caso a parte. Há muito mais coisas escondidas por trás desses movimentos, já passou da hora de pararmos de pagar essa conta pois a passagem já está bem cara se levarmos em conta o serviço que nos é prestado!

Barneschi disse...

Dani,
Cheguei dos USA no mesmo dia dessa tal greve do Metrô. E aí só conseguia pensar em uma coisa: o Metrô de NY é sujo e feio... mas funciona que é uma beleza!
Beijos