1 de junho de 2006

Tipos, habilidades e reflexões


Assuntos pendentes. Hoje pensei em falar sobre potenciais e habilidades. Passei a semana pensando nisso. Em como as pessoas têm facilidade de lidar com determinados assuntos e aspectos da vida e não têm com outros. Há pessoas que lidam muito bem (depende do ponto de vista) com o trabalho. São pró-ativas, determinadas, criativas, não tem medo dos desafios, mudam de rumo, fazem escolhas, metem as caras. Acho admirável. Embora perceba que, muitas vezes, essas pesoas acabam se tornando um tanto devoradoras, atropelam os outros e, pior, a si mesmas. Mesmo sem perceber.
Já há também aquele tipo de pessoa que consegue encarar os questionamentos, as adversidades e os desafios das relações afetivas com intesidade e naturalidade. E quando digo relações afetivas, eu falo de todos os tipos de relações. Entre irmãos, pais, amigos, namorados, maridos, colegas, vizinhos, conhecidos. Em casa, no trabalho, no açougue, na família, na cama. Há quem não tema a intimidade, o contato, o vínculo e, principalmente, a entrega. Há quem acredite que a vida só tem sentido se dividida, repartida, multiplicada. E aqui mora o perigo. Afinal, há extremos, e eles em geral não são saudáveis. Essas pessoas, ao mesmo tempo, podem ter medo da solidão, dificuldade de conviver consigo mesmas, de se aceitar e de se conhecer. Podem ficar tão focados no outro que esquecem de si. Sempre em dedicação, cuidado e carinho com quem ama, mas deixando de dar o devido valor e atenção aos seus objetivos, conquistas e angustias. O mal que os acomete é, via de regra, o da projeção. Vêem no outro a possibilidade de se relacionar com o mundo sem tantos tropeços, sem tantos riscos. Por isso, se jogam, às vezes, em relações doentias, viciadas e negativas. Sofrem, choram, se descabelam, mas a culpa é do outro.
Há um tipo de pessoa que foge da briga, detesta o conflito. Dá um boi para não entrar numa briga e se não for suficiente dá a boiada inteira. Os reis dos panos quentes, da pacificação, o mastro da bandeira branca. E atenção aqui também, a previsão do tempo informa que, se você é assim, está sujeito a turbulências solitárias e tempestadades de anulações. Ou seja, um pratão de peão diário de sapos para engolir.
Entre potenciais e habilidades, cada um se destaca ou se identifica com uma coisa e, em geral, passa a vida interia tentando superar as dificuldades que têm com outras. Para mim, a meta é buscar o equilíbrio. Ok. Eu e o resto da humanidade, né? Mas é isso mesmo. Não tem muita alternativa. Aceitar e conhecer os pontos mais delicados dentro de nós (essa parte não é fácil). Reconhecer que em determinados aspectos não somos imbatíveis. Encarado isso, a única saída é buscar a serenidade emocional. Assim, se o bicho pegar, não corremos o risco de esquecer das nossas fraquezas e acabarmos metendo os pés pelas mãos. Respirar fundo, olhar para dentro de nós e não temer.
A vida é assim, cheia de "gentes" diferentes. Uns mais livres, uns mais tensos. Outros amam, outros produzem. Poucos enriquecem, muitos sobrevivem. Mas o importante é seguir. Afinal, certamente, "vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro" (John Lennon).

5 comentários:

Fábio Levatti disse...

A sua conclusão é perfeita!
E ainda, acho que somos capazes de mudar toda a realidade a nossa volta. Um sorriso, um carinho, uma palavra de apoio pode mudar um ar carregado em segundos!
Mas também devemos sempre cuidar de nós mesmo, sem egoismo, para que nosso espírito e alma saudáveis possam ajudar a nós mesmos e a todos os que existem a nossa volta.

Anônimo disse...

Achei demais seu texto, não tem como ler e não se identificar em muitos pontos. Acho q esse seu novo texto sobre a diferença de "espirito" de cada um não passa de uma conclusão sobre seu texto anterior, e ai fica mais facil de acreditar q cada astro rege a vida de cada de uma maneira diferente da do outro. Fica ate mais facil de compreender as atitudes tomar por algumas pessoas, enquanto com outras, nunca saberemos o q os astros quiseram dizer..rs

Bia disse...

Dani, quem comentou fui eu...sei la pq to anonima..vai saber o q os astros fizeram nesse momento q eu surtei..rsrsrsrsr
Bjs Bia

Barneschi disse...

Reflexão interessante, Dani! Eu me dou bem com muitas coisas e sei enfrentar aquelas que não são a minha especialidade, mas certas situações me irritam profundamente. E encontrar esse equilíbrio que você citou é bastante complicado.

Ah, e posso até ser um cara extremista em alguns sentido, mas, como já te disse antes, me incomodam demais aquelas pessoas que dizem que "amam trabalhar". Ninguém pode amar algo que é irremediavelmente ruim. :-)

Beijos

maristela.faccioli disse...

Dani, amei o poema do Drummond !!! Como estávamos dizendo pelo msn e vc tb no seu texto, cada um carrega a sua dificuldade em uma "modalidade" diferente. Podemos dizer que nos incluimos naquela que muitas vezes é diminuída ou aliviada através da ARTE... nosso santo remédio !!!!